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Matilde Cavaca

Os meus pensamentos fechada em casa

Neste tempo de quarentena penso em várias coisas.

Por um lado é bom passar mais tempo com a família e jogar vários jogos, mas por outro lado sinto saudades dos meus amigos e de todas as outras pessoas que não posso ver.

Ter aulas em casa é mais difícil, pois estamos mais distraídos e não temos tanto tempo para estarmos em aula, então torna-se mais complicado entender a matéria.

Às vezes sinto-me pois estou aqui fechada em casa e não posso ir passear, nem ir ao Shopping como eu adoro, já tenho saudades de ver todas as lojas e todas as coisas que há fora desta casa.

Tento-me divertir ao máximo e tento superar esta tristeza, imaginando que a minha casa é um Hotel ou a dançar com as vassouras.

Por vezes sinto-me desiludida, penso que não há nada para fazer e depois só vejo roupas, toalhas e divisões por arrumar.

Este vírus é como uma bola de neve, rebola, rebola, rebola sem parar, alguém tem de o parar, correção, todos juntos temos de o parar. Ele tem uma «personalidade» muito forte, uma vez que faz tudo aquilo que quer, mas se ficarmos em casa e cumprirmos todas as regras de segurança o vírus não vai atacar, vai sentir-se atacado. Penso nisto todos os dias ao acordar.

Sempre que vejo as notícias sinto orgulho nas pessoas que estão nos hospitais a arriscar a sua vida para salvar outras.

Estou tão farta de estar em casa que a quarentena mais parece uma «oitentena».